sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Unas diez domésticas por semana denuncian abuso

El Sindicato Único de Trabajadoras Domésticas denunció unos 40 casos ante la
Justicia por incumplimientos, maltratos y acusaciones falsas. Por semana analiza
alrededor de 10 situaciones irregulares pero la mayoría no llegan a la Justicia. Las
denuncias más frecuentes son por maltratos y acusaciones de robo, y la mayoría
suceden en verano.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ampliação de direitos dos(as) empregados(as) domésticos(as) é tema de enquete da Agência Senado

Qui, 04 de Fevereiro de 2010 08:56

A Comissão de Assuntos Sociais se prepara para votar projeto de lei (PLS 293/06), de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, que regulamenta a profissão de empregado doméstico. A proposta, que estende à categoria todos os direitos garantidos aos demais trabalhadores, é o tema da enquete da Agência Senado no mês de fevereiro.

Os leitores são convidados a responder a pergunta: "Você é a favor ou contra a extensão dos direitos previstos na CLT aos trabalhadores domésticos (PLS 293/2006)?"

Entre os direitos que seriam incluídos estão a definição da jornada de trabalho em 44 horas semanais, a garantia de pagamento de horas extras e adicional noturno e de recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O projeto é fruto de sugestão apresentada pela Associação Tangaraense das Empregadas Domésticas, de Tangará da Serra (MT), encampada pela CDH.

Da Redação / Agência Senado Próximo >

Última atualização em Qui, 04 de Fevereiro de 2010 09:17 Leer más...

Crise ampliou desigualdade de gênero no mercado de trabalho

Dom, 31 de Janeiro de 2010 12:09 Administradora
Bia Barbosa - Carta Maior

Números mostram que as mulheres perderam mais postos de trabalho, num mercado que já era extremamente desigual. Muitas tornaram-se inativas, voltando pra casa. Em atividade no Fórum Social Mundial Temático da Bahia, movimento feminista criticou o apoio de recursos públicos dado a setores da economia onde a maioria dos trabalhadores é de homens, e defendeu mecanismos de proteção ao trabalho das mulheres.

2010 será um ano de luta para as mulheres brasileiras. Assim sempre foi, mas os desafios colocados para os próximos meses para o movimento feminista não são poucos. Dentro de um mês, as celebrações do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, completam 100 anos de história. Para o processo eleitoral, no segundo semestre, a principal tarefa das mulheres é eleger mais mulheres – os espaços de poder ocupados por elas são tão poucos no Brasil que estamos em 162º lugar no ranking das Nações Unidas. Em meio a tudo isso, um desafio ainda mais complexo: combater a já tendente feminização da pobreza num período de crise-econômica. Para discutir este tema, centenas de mulheres se reuniram nesta sexta (29), num dos primeiros debates do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, que acontece até o próximo domingo em Salvador.

“Falou-se muito pouco do impacto da crise sobre as mulheres. A questão foi tratada de forma homogênea, como se esta fosse a característica da massa de trabalhadores. Mas sabemos que os vínculos das mulheres são mais frágeis, que elas são inseridas de forma mais precária no mercado de trabalho, e por isso sofrem mais com a crise”, afirma Luana Pinheiro, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República.

Os números confirmam a desigualdade. Um estudo da SPM, realizado em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho), no âmbito do Observatório do Brasil de Igualdade de Gênero, mostrou que enquanto os homens perderam 1,7% das ocupações, as mulheres perderam 3%. Na indústria, a queda de postos ocupados pelas mulheres foi de 8,38%. Os números do desemprego masculino são maiores, mas em função de outro fenômeno provocado pela crise: as mulheres se retiraram do mercado de trabalho e voltaram para casa – passando a inativas, não figurando mais nas estatísticas daqueles que buscam emprego.

“Já no mercado formal, os homens perderam 580 mil postos e as mulheres, 5 mil. Mas por trás disso está a substituição de um trabalho mais caro por um mais barato. No período da crise, os salários de admissão das mulheres foram sempre menores do que os dos homens. Ou seja, houve um movimento de precarização também”, explica Luana.

Quando olha-se para o recorte racial, o impacto da crise das mulheres negras foi ainda maior. Tudo isso num mercado de trabalho historicamente desigual. Mesmo tendo em média 9,2 anos de escolarização – enquanto os homens têm 8,2 anos –, as mulheres recebem em média 71% do salário masculino. Desde 1998, tem crescido a presença feminina no mercado, mas nos setores mais precarizados, onde o rendimento é menor, e informais. A maior categoria do país, por exemplo, é a das trabalhadoras domésticas – mais de 8 milhões de profissionais, das quais 97% negras –, sendo que apenas 20% têm emprego formal. Segundo pesquisa do IBGE de 2003, as negras e pardas recebiam salários 51% menores do que o rendimento médio das mulheres brancas. Ou seja, há uma dimensão racial em jogo que também aprofunda a desigualdade no mercado de trabalho.

“E, no contexto da crise, os setores que mais receberam incentivos para superá-la foram aqueles onde a presença masculina é mais forte, como o industrial. Mesmo nestes, as mulheres foram as primeiras a serem colocadas pra fora do mercado formal”, aponta Rosane Silva, Secretária Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Ou seja, nosso trabalho ainda é visto como algo auxiliar, complementar, mesmo que mais de 30% das famílias sejam chefiadas por mulheres”, critica.

Em defesa do emprego das mulheres
Por isso, no bojo da superação da crise, outra luta coloca-se para as feministas, também para este ano de 2010: garantir a ratificação pelo Brasil da Convenção 156 da OIT, que garante a igualdade de oportunidades e de tratamento para os trabalhadores dos dois sexos, incluindo as responsabilidades familiares. Segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada em março de 2009, a taxa de desemprego das mulheres que não possuem filhos é de 13,1%, menos do que as que possuem – 15,6%. O Brasil é o único país do Conesul que ainda não ratificou a convenção, que tramita neste momento no Congresso Nacional. “Precisamos tomar medidas expressivas para proteger o trabalho da mulher. E isso é algo que precisa ser gritado nas ruas e legislado no Congresso Nacional”, defende a deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA).

“Esta injusta divisão sexual do trabalho é um dos principais pilares que sustenta o patriarcado. Em média, a mulher trabalha 16 horas por dia. A maior parte é não remunerada, a outra, sub-remunerada. A expressão da dupla jornada de trabalho, já banalizada, não leva a nada. Enquanto o patriarcado existir, seguiremos costurando e remendando as conseqüências desse regime, que perdura, se adéqua e persiste, submetendo as mulheres ao domínio masculino”, acrescenta Terezinha Gonçalves, do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulheres, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O fim do patriarcado é a luta histórica das feministas. Uma luta para que o lugar da mulher na história do desenvolvimento do país seja reconhecido, como cobrou Deise Benedito, da Fala Preta! “Sabemos o espaço que não nos foi reservado no desenvolvimento do Brasil. E é preciso afirmar que as africanas contribuíram sim para o crescimento deste país, como escravas, reprodutoras, empregadas, costureiras, passadeira, vendedoras de acarajé, que com trabalhado conseguiram o direito de sobreviverem com dignidade”, conta.

Uma luta para que o lugar da mulher no futuro do desenvolvimento do país seja valorizado, como cobrou Luizlinda Valois, a primeira juíza negra do Brasil, 7ª do estado da Bahia, e que não consegue acender à desembargadora, vítima do preconceito de gênero e de raça. E uma luta que seguirá sendo travada neste ano que se inicia, e em muitos próximos. Leer más...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

FENATRAD e CNTD promovem o Seminário Nacional Ampliando Direitos das Trabalhadoras Domésticas

O evento tem como objetivo refletir sobre os direitos trabalhistas, previdenciários e intervir nas políticas públicas voltadas à categoria

De 08 a 10 de dezembro de 2009, Brasília será sede do Seminário Nacional Ampliando Direitos das Trabalhadoras Domésticas. Realizado pela Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e pelo Conselho Nacional das Trabalhadoras Domésticas (CNTD), o objetivo do encontro é intervir na elaboração de políticas públicas e ampliar os direitos das trabalhadoras domésticas.

Segundo a presidente da FENATRAD, Creuza Maria de Oliveira, o seminário vem para reforçar a preocupação quanto a questões jurídicas e trabalhistas da categoria. Creuza aponta que os temas discutidos durante o evento podem resultar na criação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reforce a garantia de direitos básicos à categoria.

O seminário tem o apoio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Ministério das Cidades, Ministério da Previdência Social, Ministério da Educação, Ministério do Trabalho e Emprego, Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Secretaria Geral, Organização Internacional do Trabalho (OIT), UNIFEM, Centro Feminista de Estudo e Assessoria (OFEMEA), Instituto Feminista para Democracia (SOS CORPO), Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio e Serviço (CONTRACS), Central Única dos Trabalhadores e Ação Mundo Solidário (ASW).

A solenidade de abertura será dia 08/12, no Carlton Hotel, com inicio às 8h, aberto ao público, nos dias 09 e 10, as atividades serão ás 9h, de participação restrita. Informação no telefone: (71)8752.3809, falar com Creuza.

Serviço

Evento: Seminário Nacional Ampliando Direitos das Trabalhadoras Domésticas

Data: de 08 a 10 de dezembro de 2009.

Local: Carlton Hotel Brasília - SHS QD 05 Bloco G – Brasília/ DF. Telefone (61) 3224.8819

Fonte:
UNIFEM Brasil e Cone Sul
unifemconesul@unifem.org
www.unifem.org.br
http://twitter.com/unifemconesul Leer más...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Trabalhadores domésticos poderão ter regras comuns no Mercosul

01/12/2009 09:16
Trabalhadores domésticos poderão ter regras comuns no Mercosul

As relações de trabalho de empregados domésticos poderão ser regidas por normas comuns na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A uniformização da legislação trabalhista consta de projeto de norma aprovado ontem pelo Parlamento do Mercosul (Parlasul), em Montevidéu. A proposta estabelece o Regime Laboral do Pessoal de Serviço Doméstico.

Apresentado pela deputada argentina Mabel Müller, o projeto agora será encaminhado ao Conselho do Mercado Comum, que poderá transformá-lo em uma decisão do próprio conselho. Neste caso, a decisão terá de ser referendada pelos parlamentos de cada país membro, para se tornar lei.

Segundo o projeto, presume-se relação de serviço doméstico quando ocorre trabalho em dias fixos da semana no domicílio do empregador, com horário de entrada e saída. Entre as obrigações do empregador prevista no projeto estão as de prover alimentação e moradia adequadas às necessidades do trabalhador e de pagar diariamente os gastos de transporte.
O projeto ainda estabelece que a jornada de trabalho diária será de, no máximo, oito horas, com descanso de meia hora. O texto aprovado ainda garante aos trabalhadores o direito de filiação a associações sindicais.

Na opinião do deputado George Hilton (PRB-MG), o projeto pode ser considerado um passo adiante em relação às atuais regras que regulamentam o trabalho doméstico. “É um avanço na área trabalhista, uma grande demanda que o Mercosul terá nos próximos anos. Além dos direitos que já são garantidos em alguns países, como férias, 13º salário e contribuição para a aposentadoria, nesta proposta, abre-se também a possibilidade de se criar um sindicato para a categoria, o que é algo novo”, afirmou o deputado.

Da Redação/PCS Com informações da Agência Senado
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Novidades para Trabalhadoras Domésticas no Mercosul

O Parlamento do MERCOSUL (Parlasul) realizou, em 16 de dezembro, o seminário “Harmonização das Normas sobre o Regime Trabalhista do Pessoal de Trabalho Doméstico do Mecosul”. O objetivo foi conhecer a opinião dos/as representantes dos sindicatos de trabalhadoras domésticas nos países do MERCOSUL e de especialistas convidados sobre o Projeto de Lei sobre o Regime Trabalhista do Trabalho Doméstico do MERCOSUL.
A proposta apresentada pela Deputada Mabel Müller ao Parlasul, elaborada pelo Dr. Hugo Valiente (AFM) pode ser lida (somente em espanhol) neste link:
http://www.cotidianomujer.org.uy/seminario09_agregados.pdf

Leia também a entrevista com Flor de María Meza sobre sua experiência no debate “O trabalho doméstico como trabalho digno", que ocorreu em 24 de outubro, no IV Encontro Feminista do Paraguai (também somente em espanhol):
www.mujeresdelsur-afm.org.uy/entrevista.pdf

Fonte:
Boletim informativo
ARTICULACIÓN FEMINISTA MARCOSUR
30 de Novembro de 2009
http://www.mujeresdelsur-afm.org.uy/
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Trabalhadoras domésticas realizam manifestação na Argentina

27.11.09 - ARGENTINA

Trabalhadoras domésticas realizam manifestação na Argentina

Adital -
Trabalhadoras do lar da Argentina realizam, no próximo 10 de dezembro, uma "Mobilização Mundial para uma Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT)". As manifestantes se concentrarão às 16h na Praça do Congresso, de onde marcharão até a Casa de Governo e Ministério do Trabalho.

O objetivo é pedir mais respeito e direitos para as trabalhadoras domésticas argentinas e migrantes, além de um trabalho mais digno. Entre as demandas, estão: a reformulação do Atual Estatuto de Serviço Doméstico de 1956, e o reconhecimento e o tratamento adequado a trabalhadoras.

"Exigimos respeito para o trabalho que realizamos, cuidando das/os filhas/os, anciãs/aos e doentes de outras pessoas, limpando e cozinhando em lares alheios para que aquelas pessoas possam sair para trabalhar. Somos o óleo nas rodas da economia e devemos ser reconhecidas", desabafam.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Jovens e trabalhadoras domésticas avaliam impacto da crise internacional

Fonte: Unifem (http://www.unifem.org.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=95196)22/10/2009 - 08:57

Material foi produzido para registrar os testemunhos dos grupos mais expostos à pobreza para um relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a crise financeira. Vídeo reúne depoimentos da juventude brasileira e trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai

Brasília (Brasil) - Incerteza de continuidade no trabalho, redução de salário, estresse e especulações de mercado e da mídia. Essas são algumas das impressões de jovens e trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai sobre a crise financeira internacional. Produzido por jovens da periferia de Brasília como apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e do INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos), o videodocumentário “Crise financeira – O que pensam a juventude brasileira e as trabalhadoras domésticas da América Latina?” revela o impacto da crise financeira nas relações de trabalho doméstico e na vida diária de mulheres e jovens.

As entrevistas foram gravadas, em agosto, durante oficina de formação de jovens voluntários do INESC e seminário de mobilização das trabalhadoras domésticas para a 99ª Conferência Internacional do Trabalho. O material foi produzido para registrar os testemunhos dos grupos mais expostos à pobreza para um relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a crise financeira.

“Essa iniciativa proporcionou a aproximação entre jovens e trabalhadoras domésticas num processo produtivo em que foram realmente protagonistas. Houve pleno envolvimento no roteiro, produção, entrevistas, captação e edição de imagens. Além disso, a troca de vivências e visões sobre um tema de macroeconomia traduzido para o dia a dia traz muitos ensinamentos para todos”, afirma Maria Inês Barbosa, coordenadora do Programa de Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM Brasil e Cone Sul.

Aline Maria (repórter) entrevista a trabalhadora doméstica boliviana Amélia Ticona. Registro é feito por Crisvano Queiroz


Testemunhos sobre tema global

Onze trabalhadoras domésticas – entre elas quatro estrangeiras -, e sete jovens de Brasília apontam suas impressões sobre economia, desenvolvimento social, raça, gênero e juventude. “Uns tiveram mais que os outros, gastaram mais que os outros. E assim usurparam dinheiro dos bancos. Com isso deflagrou uma crise”, diz Maria Isabel Costa, trabalhadora doméstica brasileira. Para a trabalhadora doméstica boliviana Amélia Ticona, “a crise global econômica afeta aqueles que contaminam o planeta”.

De acordo com as trabalhadoras domésticas, o debate sobre crise deve ser mais profundo e envolver a forma como são geradas oportunidades e relações no mercado de trabalho. “Para a trabalhadora doméstica a crise já vem aí de uns oito anos pra trás. As trabalhadoras das firmas, as trabalhadoras de lojas vêm para o trabalho doméstico. A trabalhadora doméstica em si começou a perder o trabalho. Por quê? Porque a outra sabe ler, sabe escrever, né?”, aponta Jussara Oliveira.

Facetas da crisePara a juventude, a crise financeira também apresenta efeitos como empregabilidade e vida social. “A crise chegou devagarinho. Pegou a gente de surpresa. E acho que afetou mais as pessoas pobres. Falta de emprego, essas coisas assim. Ninguém está livre dela, né? Antigamente, a gente tinha mais dinheiro para ir nos lugares. Hoje em dia falta muito dinheiro para sair”, considera Tamara Ribeiro.

A cobertura da imprensa também é outro ponto abordado no vídeo. “Como eu vejo a crise? Ela está sendo usada para esconder outras coisas que estão acontecendo, entende? Eu acho que a mídia dá muita visão para a crise para abafar outras coisas que estão acontecendo”, ressalta Luma Camila.
O vídeo “Crise financeira – O que pensam a juventude brasileira e as trabalhadoras domésticas da América Latina?” pode ser acessado no canal do UNIFEM Brasil e Cone Sul no YouTube.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

RETRATOS DO PAÍS - Casa, comida e mulher no comando

Sáb, 10 de Outubro de 2009 09:34
Estudo do IBGE revela que cresceu a proporção de referências femininas nos lares brasileiros. Em 10 anos, o índice saiu de 25,9% para 34,9%. A má notícia é que elas também estão mais sozinhas

Mirella D’Elia- Correio Braziliense

Arquivo Pessoal

Rita, com o neto Sérgio, sustenta dois filhos, ajuda um terceiro e ainda toma conta da avó: “Tenho que contribuir”

“Sinto que sou uma guerreira.” É sem falsa modéstia que a assistente social Rita Leite, de 50 anos, descreve o duro que deu a vida toda para criar os três filhos e sustentar a casa. Há quase três anos, a piauiense deixa Teresina todas as segundas-feiras para dirigir uma fundação em Brasília. Enfrenta um voo de 1h50 para voltar para casa nas noites de quinta e ficar com a família. A filha de 13 anos e o filho de 25, que apenas estudam, dependem totalmente da mãe. Rita também ajuda com as despesas do terceiro filho, de 28 anos, casado, pai do pequeno Sérgio. “Tenho que contribuir.” Ela ainda cuida da avó de 94 anos. Todos os gastos com o salário de cerca de R$ 7 mil.

A rotina sempre foi árdua, mas até que hoje está melhor. O primeiro marido nunca cooperou. “Ele não assumia nada.” Para Rita, o casamento naufragou por ela não ter tido filhos naturais — os três são adotados. Separada, enfrentou o preconceito e continuou sustentando toda essa gente sozinha durante oito anos. Casada de novo, diz que, finalmente, arrumou alguém compreensivo. “Agora, tenho com quem dividir.” O atual marido foi o primeiro namorado dela, há 30 anos.

Josefa Joselma de Souza não teve a mesma sorte. Separada do marido, a paraibana de 38 anos continua se virando sozinha mesmo para sustentar a mãe, o irmão e dois sobrinhos. Começou a fazer faxina há 16 anos, após a separação. Mas em João Pessoa (PB) já trabalhava na roça. “Sempre dei duro”, conta. Jô, como é conhecida, demora uma hora para chegar ao trabalho. Ganha R$ 500 e mora em uma favela na periferia. “Pago água, luz, telefone, faço as compras. Tenho que pagar tudo”, diz. E se o dinheiro não chegar até o fim do mês? “A gente dá um jeito”, responde.

Rita e Jô são exemplos de uma realidade que vem se tornando cada vez mais comum no país. Em uma década, cresceu de forma significativa a proporção de mulheres à frente das famílias brasileiras. É o que revela a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, saltou de 25,9%, em 1998, para 34,9%, em 2008, o percentual de mulheres que são chefes de família.

Um dado chamou a atenção dos analistas do IBGE: passou de 2,4% para 9,1% o percentual de mulheres que continuam sendo consideradas a pessoa de referência na casa — mesmo com a presença de um homem. “Está aumentando o número de domicílios em que a mulher é sozinha, sem cônjuge, e é declarada responsável. Mas também está aumentando o número de mulheres que, mesmo com cônjuge, são citadas como referência”, explica a analista do IBGE Lara Gama, que trabalhou no estudo. O SIS foi feito com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e levou em conta apenas a opinião dos próprios integrantes da família.

Além de mostrar que elas abocanharam mais postos de trabalho nos últimos 10 anos, a pesquisa pode refletir, também, uma mudança cultural. “As pessoas passaram a identificar mais a mulher como a responsável pela casa. Isso pode ser explicado pela maior participação delas no mercado de trabalho e pela diminuição de uma hierarquia antes predominante”, prossegue Lara.

Outro item que surpreendeu os analistas foi o aumento do percentual de mulheres jovens (entre 18 e 24 anos) com filhos, que sustentam suas famílias. De acordo com a pesquisa, passou de 4,8% para 11,8% a fatia de jovens que são consideradas a pessoa de referência em casa. Combinado a fatores como a diminuição das mulheres casadas e com filhos nessa faixa etária (o percentual caiu de 62,1% para 51%) e o maior acesso ao mercado de trabalho, o IBGE chegou a uma constatação: “Houve uma piora da situação das mulheres. Apesar de mais independentes, mais presentes no mercado de trabalho, e de estarem assumindo mais frequentemente a chefia das famílias, elas estão mais sozinhas”, diz a analista.

Além disso, as jovens trabalham muito no Brasil. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) relativos a 2006, a taxa de atividade das mulheres brasileiras entre 15 e 19 anos (42,5%) chega perto da dos Estados Unidos (43,7%) e é mais alta do que a de países como México (24,9%) e Argentina (22,3%).

As pessoas passaram a identificar mais a mulher como a responsável pela casa. Isso pode ser explicado pela maior participação delas no mercado de trabalho”

Lara Gama,analista do IBGE
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Começa nesta 5ª feira o fórum sobre preconceito nas relações de trabalho

Qui, 01 de Outubro de 2009 11:45

Começa nesta quinta-feira (1º), em Brasília (DF), o 1º Fórum sobre Discriminação e Preconceito nas Relações de Trabalho na Administração Pública. A abertura será às 9h, no auditório do subsolo do Ministério do Planejamento, bloco K, Esplanada dos Ministérios. Estarão presentes à cerimônia o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo Bringel, e a secretária-adjunta de Recursos Humanos, Maria do Socorro Mendes.

Eduardo Santarelo, coordenador-geral do Programa Brasil Sem Homofobia, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) participa da cerimônia de abertura e na sexta-feira (2) fala no painel sobre o Programa Brasil Sem Homofobia. Também farão parte da mesa de abertura representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, além de outras autoridades.

A secretária do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Alexandra Reschke, terá participação no primeiro painel da manhã - “A Questão de Gênero na Administração Pública” - ao lado da ouvidora da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Ana Paula Gonçalves; e da presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga.

O objetivo do evento é sensibilizar gestores públicos sobre a questão do preconceito em relação a negros, mulheres, gays, lésbicas, portadores de necessidades especiais e idosos.

Serão apresentadas experiências sobre o assunto em órgãos federais, além da criação de uma comissão que formulará propostas de combate às práticas de discriminação. A programação do evento pode ser acessada em https://portalsipec.planejamento.gov.br/.

Participarão representantes das secretarias especiais da Presidência da República, dirigentes de órgãos que atuem no combate à discriminação, integrantes das ouvidorias públicas e do servidor, coordenadores de recursos humanos dos ministérios, coordenadores da Secretaria de Recursos Humanos (SRH) e representantes da sociedade civil.

O evento é promovido pela Ouvidoria do Servidor da SRH em parceria com a Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (SUS).


fonte: SEDH
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